quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O "honorável" membro da cambada!

O "honorável" membro da cambada!

Precisa legenda? (Foto: MBL)

A palavra “cambada”, segundo o dicionário “Aurélio”, significa entre outras coisas, “súcia” que por sua vez significa “agrupamento de pessoas de má índole, malta, corja, caterva, grupo de ladrões, etc”. No bom português, no linguajar do povão, gente que não presta, simples! Esta palavrinha tornou-se comum durante 2015 e 2016, quando o hoje vereador tucano do PSDB, Almir Fernandes Lima, adotou-a para se referir aos vereadores da legislatura passada (Saraiva, Papinha, Carlinhos, Claudio, Beatriz, Arlindo, Claudino, Batata, Jaime, Tieza, Nava, Rosaldo e Edna Flor). Ele não separava o joio do trigo, misturava todos num balaio só e fazia acusações generalizadas que atingiam a honra, a reputação dos vereadores, que para sua infelicidade, se reelegeram em sua maioria. Esse falso paladino da justiça, subia num trio elétrico e vociferava diatribes e aleivosias contra o ex-prefeito Cido Sério. Do alto de seu picadeiro particular, atirava pedras para todos os lados. Com seu megafone, acabou, tapeando o povo, enganando a cidade com suas manifestações em favor do impeachment, mas que no fundo não passava de propaganda política antecipada em favor de sua candidatura a vereança. Com esse discurso moralista, conseguiu ludibriar, tapear o povo e cerca de 1678 inocentes, incautos foram na conversinha fiada desse falso defensor da moralidade pública.
A área esbulhada pelo mais "santo" dos vereadores (Foto: Marco Serelepe). 


 Quem não se lembra no começo de dezembro de 2014, quando saiu reportagem até no “Fantástico”, sobre uma barulhenta ação da polícia que invadiu o escritório do vereador Cido Saraiva para vasculhar denúncias de um vigarista e que pelo que se sabe, não virou nada, não deu em nada. Mas, o arauto da moralidade, aproveitando-se da situação, fez o maior estardalhaço, o maior barulho, atacando o vereador sem uma acusação formal, visto que a própria polícia dizia que Saraiva não era investigado. O caso foi espetacularmente explorado, por esse pseudo-defensor da moralidade pública que, injustamente agrediu a honra e o nome do vereador Saraiva. Como um fariseu tupiniquim, apedrejou o então presidente da câmara, dizendo entre outras coisas que “Araçatuba estava desmoralizada nacionalmente” pelo fato ter sido divulgado em todo o país. E o que aconteceu? Muitos foram na conversa falsa, mentirosa, leviana e irresponsável. O caso sumiu do noticiário, a honra e o nome de Cido Saraiva foram expostos à execração pública e esse que se apresenta como o mais “santo”, o mais “puro” dos homens, tirou proveito político de uma situação e nada aconteceu.

E agora? Eleito junto com Dilador, esse vereador Almir, teve que beber do próprio veneno, ao ter que doravante conviver com aqueles vereadores que antes ele xingava, ofendia, atacava a honra pessoal de todos. Em setembro de 2016 ele escrevia em sua página no Facebook, que “a cambada estava aprontando. A apelação chegou ao extremo, além das notícias de dinheiro correndo solto...”. Sem provas, sem documentos, esse irresponsável levantava dúvidas e fazia acusações sobre a compra de votos feitas pelos vereadores da tal “cambada”. Agora, depois de eleito, esse “leão feroz”, virou um gatinho sem dentes”, inofensivo. Se tornou membro “honorável da cambada”, ocupando cargo importante e tem lugar de destaque no picadeiro da Praça 9 de Julho. Ele dizia na campanha que “ia tirar a lona de cima do circo”. De fato, tirou. Levantou a lona e entrou debaixo. Se acovardou, se tornou um fraco, um mole. Teve que engolir xingamentos e agressões verbais no plenário da câmara, caladinho, murcho. O famoso Téo, disse – “Você só prestava quando não era vereador”. E esse “valente e destemido” paladino da honra, da moral e dos bons costumes ficou quietinho, com o rabo entre as pernas. Se urinou nas calças ali no plenário, ninguém sabe.

Dias depois, o vereador Arlindo Araújo, que está no seu 7º. Mandato, uma figura cuja honra, cuja dignidade ninguém põe em dúvida, também atacado por esse valentão, foi à tribuna e descascou o abacaxi. Arlindo ameaçou esse Almir de fazer ele engolir papel se este escrevesse ou citasse seu nome em qualquer coisa. E o valentão, acuado, acovardado, ficou caladinho. Engoliu tudo em seco. Agora, novamente, há semanas o vereador Saraiva vem sendo alvo de acusações de erros cometidos quando este era presidente. O fato foi divulgado na TV, nos jornais e cadê o valentão, o moralista? Não disse nada, não escreveu nada! Por que será?!  Nas ruas de Araçatuba, sobram eleitores que votaram nessa triste figura e hoje se lamentam e se sentem traídos. Até o MBL que o apoiou ostensivamente, agora virou-lhe as costas. Na câmara, nenhum vereador o tolera nem o suporta. Engolem esse falso, por causa do decoro parlamentar. É desprezado por todos. De estilingue virou vidraça.

Agora, não mais que de repente, a cidade é surpreendida pela notícia de que esse “zeloso”, esse “probo”, esse “santo” defensor da moralidade, da probidade pública, invadiu, ocupou, esbulhou uma área que pertence ao Município. Cercou, plantou árvores frutíferas e até cria galinhas, segundo se sabe, no valioso Jardim Nova Iorque, agindo descaradamente, desonestamente como se o terreno fosse de sua propriedade, sem sequer ter solicitado uma autorização da prefeitura para essa ocupação indevida. Muito “preocupado” com os assuntos públicos, o dito cujo, está nesse momento curtindo “merecidas” férias no Guarujá, afinal, ninguém é de ferro! A prefeitura já mandou notificação determinando a derrubada da cerca. Vai ser uma humilhação sem tamanho, mas esse “respeitável homem público” merece este tratamento. A sociedade aguarda seu retorno para que ele possa se explicar, coisa que ele, levianamente nunca deu esta chance para que o vereador Cido Saraiva igualmente pudesse se explicar. Desceu o cacete no vereador, o humilhou, o execrou publicamente. Mas, como diz o velho deitado – “Entre um dia e outro, sempre há uma noite no meio”. Esse vereador, que enganou, se elegeu em cima de uma farsa, está colhendo aquilo que plantou. E é só o começo!





quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Um governo desorientado, sem rumo!

Dilaflor: Um governo desorientado, sem rumo!

O prefeito de Araçatuba, Dilador Borges, parece perdido, desorientado e mal assessorado.

O início de 2018 não está sendo nada fácil para os governantes de Araçatuba, da mesma forma que foi o término do ano que passou, num emaranhado de confusões por causa da discussão sobre o reajuste do IPTU. Dilador Borges, que antes apresentava-se como um perfeito administrador, um gestor eficiente, está mais parecendo a Dilma quando Lula vendeu ao povo a ideia de ser uma super “gerentona”. Na verdade, o prefeito mostrou-se inábil, desorganizado, mal assessorado ao nem sequer ter um patamar confiável para lançar ao debate. Inicialmente falava-se em torno de 45%, desceu para 40% em seguida veio à 20% e terminou nos minguados 9,29% o reajuste do IPTU para este ano fiscal. O secretário da Fazenda de Dilador, Josué Lima, mostra-se perdido, desorientado, sem saber o rumo a tomar e induz o prefeito ao erro. Prova disso foi agora esta semana quando ele anunciou que os carnês do IPTU já estavam prontos, impressos e iria cobrar a malfadada Taxa dos Bombeiros, lançada no mesmo carnê. Pura encenação. Josué chegou a ir no programa do Marcos Serelepe e afirmou estar os carnês prontos. Depois da grita geral e de uma reunião convocada pelo presidente da Câmara Rivael Papinha, atendendo pedido do vereador Cláudio Henrique, o assunto foi discutido na câmara e por fim, desistiu-se da cobrança.

Mas, se o secretário Josué já sabia desde o ano passado que o Supremo Tribunal Federal (STF) havia baixado decisão reconhecendo como ilegal a cobrança dessa taxa, por quê o secretário insistiu em cobrar, induziu o prefeito ao erro e criou toda uma celeuma desnecessária? Burrice? Estupidez? Má fé? O que teria levado o secretário a agir com tamanha irresponsabilidade? O vereador Dr. Alceu, Líder do prefeito, havia dito na câmara ainda em novembro passado, que a cobrança ainda estava em vigor pelo fato do STF ainda não ter publicado o acórdão correspondente. Óra! Santa inocência de um vereador que é advogado e conhece a lei. Mais dia menos dia, o acórdão seria publicado! O prefeito foi exposto à um desgaste desnecessário e a administração cambaleante, dá mostras de estar perdida, sem rumo. A situação do transporte público de Araçatuba também começou o ano trazendo enorme dor-de-cabeça ao prefeito. A administração Dilaflor, tão propalada, tão decantada na campanha eleitoral, começa fazer água! A vice-prefeita, até o ano retrasado, vereadora, andava prá baixo e prá cima com um dossiê de quase mil páginas, onde ela garantia ter todas as soluções para a questão do transporte público.  Prometeram demais, prometeram aquilo que não cumpririam e agora estão aí, reféns da TUA, nesses contratos emergenciais que duram a eternidade.

Outra situação crítica, enrolada é a do Secretário de Assuntos Jurídicos, Fabio Leite, tornado réu numa Ação de Improbidade quando trabalhava no executivo de Valparaíso. Soma-se a isto, o desastre que foi dias atrás quando o mesmo, de forma destemperada, desorientado, agressivo, agrediu um desafeto dentro de um supermercado lotado, quando a pancadaria continuou no lado de fora, tapas e porradas foram trocados como dois inocentes colegiais disputando o amor juvenil de uma garota. O prefeito se fechou, não tomou nenhuma atitude, passou a mão na cabeça desse secretário. Agora, nova e grave acusação pesa contra ele, pois é objeto de Representação feita junto ao Ministério Público por parte do Dr. Lindemberg Melo Gonçalves que o acusa de ter violado normas estatutárias da OAB e a legislação vigente, uma vez que mesmo após ser nomeado em fevereiro pelo prefeito Dilador, continuou patrocinando processos seus, o que é flagrantemente ilegal. Agora vamos ver quais medidas que o prefeito vai tomar.  A nosso ver, só cabe uma – a exoneração!  



quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Alckmin está se "achando"

Geraldo Alckmin está se "achando"


Alckmin, do PSDB pensa que engana o povo com seu partido hoje enlameado pela corrupção da mesma forma que o PT e o PMDB. 

Com míseros 5% segundo as últimas pesquisas eleitorais, o governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, “esbanja” otimismo, torcendo desde já pela condenação de Lula e sua consequente exclusão do pleito, e afirmando que Bolsonaro irá “desidratar” durante a campanha, o governador dá como certa sua eleição para presidente da República, se “achando” o único nome capaz de unificar o centro e a esquerda. A última vez que Alckmin enfrentou Lula, foi em 2006 quando sofreu esmagadora derrota, perdendo de 58 milhões para 37 milhões de votos. Alckmin perdeu em 16 estados, ganhando apenas em 10 e no DF. Mas, se analisarmos os dados e as informações colhidas ao longo dos anos, veremos que as coisas não são bem assim. Alckmin é detestado pela maioria dos servidores públicos estaduais, especialmente professores e policiais militares e civis, classes estas massacradas por todos os governadores tucanos desde 1994, quando Mário Covas se elegeu. De lá para cá são 24 anos ininterruptos de administrações tucanas, que tratam os servidores públicos com descaso. A última vez que Alckmin concedeu um aumento aos militares foi em 2014 e aos professores, a migalha de 5% em 2016. O governo de Alckmin e seus antecessores tucanos foram marcados direta ou indiretamente por inúmeros escândalos e envolvimentos em denúncias de corrupção e desvios de dinheiro público. Inexplicavelmente, os processos contra os tucano não andam na mesma celeridade dos petistas.

Geraldo Alckmin é citado ou tem seu nome envolvido ou de assessores diretos em vários escândalos e falcatruas. Elencamos abaixo as várias situações do envolvimento do PSDB e do próprio governador Alckmin. Veja:
Desde o propinoduto e o caso Alstom até a 'máfia da merenda', reportagem lista 16 escândalos que os tucanos habilmente abafaram na imprensa e na Câmara.
Mais um escândalo envolvendo governos tucanos veio à tona. Desta vez, a acusação é o superfaturamento em contratos para o fornecimento de merenda escolar à Secretaria de Educação e mais 22 prefeituras do estado de São Paulo. Em delação, na “Operação Alba Branca”, dirigentes da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (COAF) citaram o deputado Fernando Capez (PSDB-SP), presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), e o ex-chefe de gabinete da Casa Civil do Governo Alckmin, Luiz Roberto dos Santos, o Moita, como participantes do esquema. Ambos negam.
Segundo denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o superfaturamento chegava a 25% no valor de cada contrato firmado entre a cooperativa e o setor público. O dinheiro era escoado do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O MPE aponta, ainda, o pagamento de propina pela Coaf para burlar a disputa com outras cooperativas no fornecimento da merenda. A fragilidade na fiscalização do Governo Alckmin já havia sido denunciada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Em artigo publicado no Diário do Centro do Mundo e republicado aqui, na Carta Maior, Mauro Donato detalha o esquema.
Denúncias relativas à “Máfia da Merenda” não são de hoje. Em 2000, as empresas de Sérgio de Nadai, De Nadai Alimentação e Convida Alimentação, foram tema de investigação por contratos sem licitação durante o Governo Covas. Em 2009, a Convida Alimentação estava na lista das empresas do cartel para o fornecimento de alimentos. Aliás, a denúncia citava até mesmo a participação do cunhado de Alckmin, Paulo César Ribeiro, no direcionamento de contratos de uma das empresas envolvidas no cartel, a Verdurama.
 Em 2012, o MPE denunciou o cartel da merenda à Justiça, apontando fraudes em licitação em 57 municípios paulistas, entre 2001 e 2011. Apesar de todas as denúncias, como destaca a reportagem da Carta Capital, de 14.01.2016, nos últimos anos (2001 a 2015) foram fechados vários contratos entre a empresa de Sérgio de Nadai e as secretarias do Governo Alckmin - Educação, Planejamento e Saúde – totalizando R$ 75 milhões em vendas.

Com apoio da mídia e folgada maioria entre os parlamentares na Alesp, os tucanos têm trânsito livre para comandar e derrubar investigações e CPIs na Casa legislativa. Uma verdadeira “operação abafa” como comprova o destino dos principais escândalos envolvendo os governos de Mário Covas (1995 a 2001), Geraldo Alckmin (2001-2006 / 2011 até hoje) e José Serra (2007 a 2011). Confiram alguns:
 1 - Crise no abastecimento de água. Ocultamento de informações e da real situação da crise de abastecimento de água em São Paulo, durante a disputa eleitoral de 2014. Os gastos com publicidade saltaram, enquanto se mantinha o discurso da ausência de racionamento, à revelia do que atestava a população nas periferias. Ficou patente a má gestão e a omissão dos governos Alckmin e Serra diante dos alertas sobre riscos no Sistema Cantareira, como, por exemplo, o alerta da Fundação de Apoio à USP, em 2009 (FSP, 13.03.2014). Em meio à crise, também foi denunciado, pelo MPE, o favorecimento de 13 empresas de engenharia em contratos realizados pela Sabesp, entre 2008 a 2013, no escopo do programa de redução de perdas de água no estado (OESP, 21.05.2014).
Com ativos privatizados na Bovespa e na Bolsa de Nova York, em março de 2015, Alckmin anunciou o pagamento de uma dívida de R$ 1 bilhão para cobrir os rombos financeiros da "estatal". A crise escancarou a quem realmente serve a “estatal” tucana. Criada na Câmara Municipal de São Paulo, a CPI da Sabesp defendeu a necessidade de criação de uma autoridade fiscalizadora municipal para monitorar a política de saneamento básico. Autoridades tucanas permanecem intocáveis. Alckmin, inclusive, foi agraciado com o “Prêmio Lucio Costa de Mobilidade, Saneamento e Habitação”. O documentário “O escândalo da Sabesp” produzido pelo Diário do Centro do Mundo detalha as irregularidades na “estatal” tucana.
 2 - Socorro à Folha, Estadão e Veja. Gastos de mais de R$ 3,8 milhões na compra de 15.600 assinaturas da Folha, Estadão e Veja, utilizando-se verbas do orçamento da Secretaria de Educação. As assinaturas foram destinadas às escolas da rede estadual de ensino em um projeto chamado “sala de leitura”, como mostra a reportagem publicada por Altamiro Borges do Centro de Mídia Barão de Itararé.
 3 - Propinoduto tucano. O esquema envolvendo multinacionais da área de transporte sobre trilhos em sucessivos governos tucanos – desde 1998 - veio à tona em meados de 2012. Documentos encaminhados pela Justiça Suíça ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) apontavam fraudes em licitações de trens e metrôs, pagamento de propina, superfaturamento de obras e subcontratação de empresas derrotadas em concorrências. O escândalo só foi descoberto porque a Siemens estava sendo investigada pela Justiça suíça. Reportagem da Isto É (16.08.2013) apontava que na delação da multinacional, foram citados nomes de várias autoridades tucanas, como os secretários de Transporte Metropolitano, José Luiz Portella (Governo Serra) e Jurandir Fernandes (Governo Alckmin). Entre 2008 e 2013, segundo reportagem da Rede Brasil Atual, mais de 15 representações haviam sido encaminhadas aos ministérios públicos Estadual e Federal pela oposição paulista. Entre os indiciados até agora estão os executivos das empresas envolvidas.
4- Pedágios abusivos e concessões de Rodovias. Irregularidades e distorções nos contratos de concessão das rodovias de São Paulo, gerando preços exorbitantes na cobrança dos pedágios – o estado cobre a mais alta taxa no país. Em maio de 2014, durante a CPI dos Pedágios na Alesp, além dos preços elevados, a oposição colocou em suspeita contrações de consultorias pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), que representavam 2/3 da receita da agência. Também foi questionada a prorrogação de contratos firmados em 1998 - assinada em aditivos no final de 2006 - permitindo às concessionárias o direito de estenderem concessões, com base em novos tributos que passaram a incidir após a assinatura dos contratos. Presidida pelo tucano Bruno Covas (PSDB-SP) - e com maioria da base aliada - a CPI foi esvaziada e concluiu não haver nenhuma irregularidade nos contratos.
 5 - Nova Marginal Tietê.  Em 2012, no escopo das investigações sobre o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, mais conhecido como Paulo Preto, tornou-se suspeito por contratos firmados entre a Dersa e a Delta Construções. Quando da denúncia, Alckmin afirmou sobre os contratos à Folha: “Nem sei se tem, se tem são ínfimos”. Porém, levantamento do blogTransparência SP apontava que, de 2002 a 2011, a Delta Construções havia fechado pelo menos 27 contratos com empresas e órgãos públicos do governo do Estado de São Paulo.

Entre os contratos suspeitos: a ampliação da Nova Marginal Tietê. Com valor previsto em R$ 1 bilhão, em 2008; a obra superou o valor de 1,75 bilhão, sem estar concluída. A Delta venceu a concorrência do segundo lote da Nova Marginal Tietê, recebendo aditivos de R$ 71 milhões que despertaram denúncias no MPE. Entre os suspeitos, estava seu ex-diretor-executivo Fernando Cavendish, suspeito de ter fraudado a concorrência. Parlamentares da oposição ao governo paulista também protocolaram um requerimento no Ministério Público para investigar o aumento dos valores na obra da empreiteira, denunciando outros consórcios entre órgãos públicos do estado e a Delta: um total de R$ 800 milhões – R$ 664 milhões celebrados na gestão Serra e R$ 140 milhões na gestão Alckmin.
 6 - Rodoanel 1. Em 2010, durante as investigações da Construtora Camargo Corrêa, no escopo da Operação Castelo de Areia, a PF encontrou um pen drive e documentos que indicavam o pagamento de propina pela empreiteira a autoridades tucanas. Reportagem da revista Época (14.05.2010) apontava que entre os nomes citados pela PF estavam Arnaldo Madeira, ex-chefe da Casa Civil (Governo Alckmin), responsável pela checagem das obras do Rodoanel e do Metrô; Luiz Carlos Frayze David, presidente do Metrô entre 2003 e 2007; e o ex-diretor da Dersa, Paulo Preto. Coordenador do programa de governo de Aécio Neves na última eleição, Madeira negou ter recebido dinheiro ou doações de campanha da empreiteira. Luiz Carlos saiu do governo 40 dias após o acidente nas obras da Estação Pinheiros. Já o ex-diretor da Dersa, Paulo Preto – acusado naquele ano de ter desaparecido com cerca de R$ 4 milhões da campanha de Serra - foi demitido oito dias após a inauguração do trecho sul do Rodoanel. No dia 5 de abril de 2011 a operação Castelo de Areia foi anulada pela 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça.
 7 - Rodoanel 2. Em novembro de 2009, três vigas de um viaduto em obras no trecho sul do Rodoanel caíram sobre a Rodovia Régis Bittencourt, na cidade de Embu. Técnicos do TCU haviam soltado um laudo, em abril daquele ano, denunciando superfaturamento na construção do trecho sul do Rodoanel, incluindo compras com valores, em média 30% acima do orçamento. O laudo apontava, também, alteração de métodos construtivos pelas empresas para reduzir custos: por exemplo, a diminuição do número de vigas utilizadas. A oposição tentou emplacar uma investigação, denunciando a “pressa” do então governador José Serra em inaugurar o Rodoanel em março de 2010, ano eleitoral. Dois anos depois, o TCU aceitou as explicações dadas pelo Governo do Estado e pela Dersa, comandada à época, por Paulo Preto.
8 - Caso Alstom. Em 2008, documentos da Justiça suíça, enviados ao Ministério da Justiça do Brasil, evidenciavam o pagamento sistemático de propinas pela empresa francesa a autoridades dos governos tucanos. Entre 1998 a 2001, o dinheiro foi repassado por empresas offshore (paraísos fiscais), em troca da assinatura de contratos no setor energético paulista. Um dos engenheiros da Siemens apontava o sociólogo Claudio Mendes, assessor de Covas e secretário-adjunto de Robson Marinho (Casa Civil), como intermediário nas negociações. À frente da Secretaria de Energia, na época dos contratos, estiveram David Zylbersztajn, genro do ex-presidente FHC; o deputado Andrea Matarazzo; e Mauro Arce, ex-secretário estadual dos Transportes. José Serra se esmerou para bloquear a CPI,impedindo que as ligações entre Alstom e Governo fossem investigadas ou mesmo discutidas.
 A multinacional francesa fechou um acordo na Justiça, aceitando pagar R$ 60 milhões para se livrar do processo. Robson Marinho, um dos fundadores do PSDB e chefe da Casa Civil de Covas, permanece como o réu na ação do Ministério Público, como destaca a Folha de S. Paulo (22.12.2015).
 9 - CPI da Eletropaulo. Privatizada em 1998, a Eletropaulo foi vendida para o consórcio Lightgás, liderado pela AES Corporation, por R$ 2 bilhões - parte do valor financiado pelo BNDES. À frente da negociação, estava o governador Geraldo Alckmin, na época presidente do Programa Estadual de Desestatização (PED) do Governo Covas. Após a demissão de metade dos funcionários da estatal e das suspeitas sobre o baixo valor da venda, parlamentares da oposição tentaram instalar uma CPI. Apenas em 2008, após o escândalo Alstom vir à tona, ela pode ser instalada. Além do baixo preço da venda, os deputados denunciavam (veja aqui) ilegalidades formais e improbidade administrativa praticada pelo BNDES na concessão do empréstimo. Os parlamentares também pediam que se incluísse a Alstom no bojo das investigações. A CPI foi encerrada naquele, sem mencionar a multinacional francesa em seu relatório. Em 2013, nova tentativa de investigação foi enterrada pelos deputados da situação na Alesp.
 10 - Cartões de Pagamento. Em 2008, no auge das denúncias sobre cartões corporativos do Governo Federal, a Folha de S. Paulo trouxe uma matéria apontando que o Governo Serra havia gastado R$ 108,3 milhões em cartões de pagamento de despesas. A denúncia motivou o primeiro pedido de CPI da bancada petista naquele ano, enterrada pela situação na Alesp. Três anos depois, outra reportagem do jornal, afirmava que em dez anos, o Governo paulista gastara R$ 609 milhões em cartões de pagamento. “O valor é 70% maior que o registrado pelo governo federal no período”, afirmava o texto.
 11 - Cratera do Metro. Em novembro de 2004, começaram as obras da Linha 4 – Amarela do Metrô, com previsão de inauguração em 2008. Em janeiro de 2007, porém, ocorreu um desmoronamento vitimando sete pessoas e abalando a estrutura de vários imóveis na região. Dados do Sindicato dos Metroviários, à época, apontavam a existência de 11 acidentes desde o início das obras na Linha 4, um deles com vítima fatal. Em junho de 2008, laudo do Instituto de Pesquisa Tecnológicas (IPT)denunciava a execução inadequada do projeto, culpando o Consórcio Via Amarela pelo acidente. Em agosto de 2008, o laudo final do Instituto de Criminalística (IC) apontava falhas na fiscalização do Metrô. O processo foi lentamente arrastado pela Justiça paulista. Reportagem da Rede Brasil Atual, em 2014, denunciava a impunidade e o fato de ninguém ter sido julgado pelas mortes.
 12 - Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). A Operação Pomar, deflagrada em 2007, apontava um esquema de superfaturamento e fraudes em licitações para construção de casas em 23 municípios paulistas. A partir do exame do livro-caixa da empreiteira FT Construções, entre os suspeitos estavam prefeitos, vereadores, empresários, diretores da CDHU e o ex-secretário de Habitação de Alckmin, Mauro Bragato, absolvido pelo Conselho de Ética da Alesp.
 Em novembro de 2007, o Legislativo paulista chegou, inclusive, a mudar pareceres do TCE que indicava irregularidades em quatro obras das gestões Alckmin e Covas. O novo parecer do TCE foi elaborado por Bruno Covas (PSDB), neto do ex-governador que afirmara ser obrigação do Legislativo analisar os casos julgador irregulares pelo TCE, referendando ou reformando a decisão. Houve uma CPI da CDHU, mas sob a presidência do deputado José Augusto (PSDB) e sem dar o prazo necessário às investigações, como demandavam os parlamentares da oposição, ela foi encerrada em 2009.
 13 - CPI das obras do Tietê. Em 2005, o rebaixamento da calha do Tietê foi tema de várias reportagens questionando os gastos acima de R$ 1 bilhão, a partir de aditivos e acréscimos aos valores iniciais do empreendimento. O acerto prévio pelo financiamento do JBIC (banco japonês), garantia que não seriam toleradas elevações de preços superiores ao limite legal de 25%. O Governo Alckmin, porém, fez alterações no contrato da obra, contratou consultorias, aumentando os valores iniciais em 148%, como denunciava  reportagem da FSP.  A oposição tentou instaurar uma CPI, mas jamais conseguiram.
 Além das suspeitas de irregularidades, como detalha Henrique Costa, no artigo As tragédias anunciadas do Rio Tietê, neste site (15.05.2011), após a entrega da obra de ampliação da calha do Tietê, técnicos alertaram que a eficiência da obra (que custou quase R$ 2 bilhões) dependia, fundamentalmente, da limpeza da calha do rio. O sucessor de Alckmin no Estado, José Serra não deu atenção ao alerta: retirou do rio apenas 200 mil m3 de resíduos, quando a média anual necessária deveria ficar entre 400 e 600 mil m2.
14 - Nossa Caixa. Esquema de favorecimento da Nossa Caixa – banco estadual na época e terceiro maior banco público do país – para distribuição de verbas públicas para deputados ligados à base aliada do Governo Alckmin. A denúncia dizia respeito a irregularidades nas verbas publicitárias do banco, que operou por um ano e meio com contratos vencidos (R$ 28 milhões no total) com duas agências de publicidade: Colucci & Associados Propaganda Ltda. e Full Jazz Comunicação e Propaganda Ltda. O gerente de marketing Jaime de Castro Júnior foi afastado e uma sindicância interna encaminhada ao Tribunal de Contas Estadual. Em posse dos documentos, a Folha de S. Paulo publicou uma reportagem – Banco estatal beneficiou aliados de Alckmin (23.03.2006) – afirmando que o Palácio dos Bandeirantes “interferiu para beneficiar com anúncios e patrocínios” deputados da base aliada na Assembleia Legislativa. Com a quebra do sigilo da correspondência de Castro Júnior, foi revelado que os pedidos de benefício haviam partido de Roger Ferreira, então assessor-chefe de comunicação de Geraldo Alckmin, e também assessor da presidência da Nossa Caixa. Ele atuou nas equipes de marketing das campanhas presidenciais de Fernando Henrique Cardoso e José Serra. Geraldo Alckmin exonerou Roger Ferreira após as denúncias. Duas tentativas de se convocar uma CPI sobre o assunto foram abafadas.
 15 - Aeroporto Fantasma. Em 2005, o governo Alckmin investiu pesado em obras no aeroporto Antônio Nogueira Junior, em Itanhaém, com 85 mil habitantes à época. Batizado de “aeroporto fantasma", o movimento médio de passageiros naquele ano não ultrapassou 5 pessoas por dia. O total gasto pelo governador na obra chegou a R$5,5 milhões, com direito a uma pista capaz de receber até mesmo um Boeing 737, como denunciava a Folha de São Paulo. Tentativa de investigações foram abafadas pelos tucanos.
 16 - Compra de votos. Em julho de 2005, reportagem da Folha de S. Paulo trazia à tona uma conversa telefônica entre os deputados estaduais Romeu Tuma Jr. (PMDB-SP) e Paschoal Thomeu (PTB-SP), às vésperas da eleição do novo presidente da Alesp. Entre os candidatos estava Rodrigo Garcia (PFL), apoiado por Tuma Jr. e Edson Aparecido (PSDB), apoiado por Alckmin. Na gravação, Thomeu afirmava que votaria em Edson Aparecido, alegando que suas "seis firmas" estavam em situação muito difícil e mencionava a venda de terras para a CDHU. Dizia ainda que o governador em pessoa havia lhe prometido ajuda. Confrontado com a gravação, o deputado afirmou que a conversa foi uma desculpa que inventou para não magoar Tuma, como apontava a reportagem do jornal.

(sobre um texto de Tatiana Carlotti, do site www.jornalggn.com.br).


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Secretário brigão:

Como fica a moralidade e a ética pública?

O secretário Fábio Franco está constrangendo o prefeito Dilador Borges e deveria pedir sua exoneração do cargo. 

Parece que esses tucanos do PSDB que hoje governam Araçatuba, aprenderam direitinho com seus irmãos siameses, o PT e PMDB, a arte da dissimulação, da imoralidade pública, da indecência e do desrespeito aos cidadãos honestos. Esse governo do Dilataxa e Taxaflor, em termos de desrespeito ao povo, ao eleitor, está pior que o PT. Até agora nem o prefeito, nem sua vice, outrora defensora dos direitos humanos, da moral e dos bons costumes, a santinha de túmulo, não vieram à público dizer nenhuma palavra sobre uma tentativa de estupro de vulnerável ( a mirim) ocorrida dentro do prédio da prefeitura! Abafaram? Varreram prá debaixo do tapete?! Parece que sim! Agora, esse secretário que está sendo processado por improbidade administrativa e agrediu um advogado na presença de um promotor de justiça dentro de um supermercado, diante de dezenas de pessoas, nada aconteceu. O secretário demonstra ser uma pessoa intratável, despreparada, desqualificada, desrespeitosa, destemperada, grosseira e mal educada, para gerir uma das pastas mais importantes da administração. O homem público, em qualquer instância que ocupa um cargo, uma função pública, deve sim satisfação de seus atos ao povo. Não existe "vida particular" para alguém que voluntariamente aceitar servir num cargo público. Já vimos por aí inúmeros casos de políticos envolvidos em todo tipo de escândalo e perdem suas funções.


Onde fica a ética, a decência, a tal dignidade do cargo, a honradez pública? Eu, no passado, em muitos artigos e comentários, cansei de escrever que Dilador Borges "tinha as mãos limpas", (referindo-me à decência, honradez). Hoje, tenho quer penitenciar-me, retirar tudo que escrevi no passado e dizer da minha enorme frustração, decepção em relação a este prefeito, incapaz, incompetente que pisou em sua história de vida e pratica os mesmos erros que antes criticava em seus adversários. Esse Dilador Borges nem de longe lembra aquele que outrora trocávamos muitas ideias e planos para esta cidade. Era um homem que prezava pela honradez pública, pela moralidade e pugnava uma luta pessoal contra os desmandos. Não se pode perder de vista que quando aquele Dilador ingressou no PSDB lá por volta de 2006, vários vereadores e políticos filiados no partido foram banidos, praticamente expulsos pelo novo grupo de Dilador que não pactuava com os hábitos nada republicanos daqueles que pularam fora do ninho tucano. Houve um racha e desde então aqueles que tiveram que sair, passaram a destilar um ódio mortal contra Dilador e este sentia o mesmo daqueles ex-companheiros. O tempo passa e como sabemos, o inimigo de hoje é o amigo de amanhã e vice-versa. Hoje, Dilador está aos beijos e abraços com aqueles que ontem detestava.

Ao deixar como está a situação, fechar os olhos aos erros, ao pecado moral cometido pelo Secretário Fábio Franco, Dilador está assumindo parcela da responsabilidade sobre a violação dessas condutas morais e éticas. E a questão fica a sopesar o que virá pela frente? Qual comportamento inadequado, desonroso poderá ser cometido por este secretário que demonstrou total descontrole emocional, despreparo para esta importante função? Semanas passadas, a secretária de Cultura, Tieza Marques, deixou vazar trechos de um diálogo completamente inadequado, inoportuno e impertinente para uma pessoa ocupante de um cargo público. Esquece a senhora Tieza que “está” transitoriamente ocupando um “múnus público”. Agredir, ofender cidadãos que foram `a câmara municipal lutar, reivindicar direitos da cidadania, não fica bem. E o prefeito bem como sua vice, se calaram. É bom lembrar que em tempos passados, a hoje vice prefeita Edna Flor, teria tido, nesses episódios, um comportamento totalmente diferente deste de hoje. Já se podia vê-la esperneando, se “esguelando”, se descabelando, dando murros na mesa protestando e já afundando o chão no caminho do Ministério Público para fazer denúncias. Hoje... Bem, hoje, Edna Flor mudou totalmente seu comportamento. Está muda.


A desculpa apresentada pelo Gabinete é que o secretário estava tratando de assuntos particulares! Pasmem!!! Recentemente vimos as notícias sobre um ministro do Tribunal Superior Eleitoral que tem o costume de espancar sua esposa, e esta o denunciou, pedindo inclusive medidas protetivas! Temos visto recentemente várias celebridades do mundo do cinema sendo denunciados por assédio sexual e a maioria perdeu suas funções, especialmente o ator protagonista da famosa série “House of Cards”. Houve uma tentativa dentro da prefeitura de um servidor comissionado tentar estuprar uma mirim menor de 14 anos! E o silêncio campeia na prefeitura! Quem assume um cargo, uma função pública não tem mais vida particular. Seus atos e gestos repercutem na atividade pública! Fosse assim, teríamos que perdoar o senador Aécio Neves, pego numa situação até hoje mal explicada de um helicóptero que foi apreendido com muita cocaína! Algum incauto poderia dizer – Não! É um assunto particular dele! O todo poderoso Silvio Berlusconi, senador italiano e grande empresário da mídia, foi preso e teve sua carreira política destruída por causa dos vários escândalos e orgias que esteve envolvido. A moralidade pública está elencada entre os princípios básicos da administração pública conforme o artigo 37 da Constituição Federal. O secretário briguento com certeza conhece este princípio e ele mesmo, para não constranger o prefeito, deveria renunciar, assim como o fez, o seu antecessor Hermenegildo Nava. Simples.  

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Política: Nada para comemorar!

Política: Nada para comemorar!

A atuação do prefeito e dos vereadores foi medíocre e a população tem pouco a comemorar. 

O ano termina e uma olhada para trás vamos vislumbrar que o mundo político de Araçatuba pouco ou nada mudou e a população não tem nada a comemorar, pelo contrário, lamentar a enorme decepção com a eleição do tal casal Dilaflor, cujas promessas de campanha, mostram-se distante dos sonhos dos mais otimistas entre os araçatubenses. Para ganhar a eleição, Dilador e Edna Flor mentiram, enganaram, acenderam uma vela para Deus e outras ao Diabo, pisaram naquilo que de mais sagrado respeitavam – suas próprias histórias de vida. Dilador, diferentemente do que pensava antes, fechou acordos espúrios com esses partidinhos nanicos, trocando votos, apoio político por cargos e outras benesses nada republicanas. Antes, criticava o ex-prefeito Cido Sério (PT) por conchavos, nomeações de cargos comissionados. Fez a mesma coisa e decepcionou muitos aqueles que inclusive o apoiaram. Manteve na administração, gente ligada ao PT, que já mamavam nas têtas públicas, tudo em nome da troca de favores e votos. Sem critério técnico algum, Dilador nomeou pessoas desqualificadas em detrimentos de gente com boa formação acadêmica e profissional. Algumas nomeações se mostraram desastrosas politicamente nas primeiras horas do governo, conforme se verificou com as exonerações desgastantes da profª. Marly Garcia e do ex-vereador Nava. Seguiu-se ainda a queda escandalosa do Dr. Celso D’Alckmin. O prefeito, para atender interesses escusos ainda nomeou “amigos” de outras cidades.

Este primeiro ano do governo Dilador foi medíocre, marcado sempre pela desculpa da falta de dinheiro. Merece destacar as desastrosas aberturas de licitações para a contratação de nova empresa de transporte público quer acabaram barradas pelo TCE e não deram em nada. As promessas de ônibus modernos, dotados de ar condicionado, “wifi”, pontos cobertos e com bancos, além de fraldário, certamente ficarão no esquecimento. A promessa de mudar a estação rodoviária também deverá ser deixada numa gaveta. Em ano eleitoral, 2018, será marcado ainda pela absoluta falta de recursos que inviabilizam projetos megalo-maníacos e sonhos impossíveis. Talvez, o único setor em que o prefeito pode comemorar, é a sua relação com a câmara dos vereadores. Pela primeira vez em muitos anos, não teve dificuldade em estabelecer uma bancada subserviente, omissa, covarde constituída de vereadores vassalos que se ajoelham e aprovam tudo que vem do Executivo sem pestanejar ou discutir. O prefeito Dilador, sabia de antemão que seria fácil obter essa maioria graças à reeleição dos 90% de vereadores que antes apoiavam Cido Sério, a maioria políticos altamente fisiológicos, interesseiros que defendem primeiro seus próprios interesses. Dilador soube “convencer” os edis, oferecendo cargos e outras benesses. Em matéria de coerência político-ideológica, esses vereadores são capazes de quaisquer negócios.

A câmara, por sua vez, teve a presença de 15 parlamentares e mostrou-se pior que os 12 anteriores. O Líder do Executivo escolhido pelo prefeito Dilador, o Dr. Alceu Batista (PV) não teve pulso, não teve autoridade, mostrou-se fraco, indeciso e se perdeu em muitas ocasiões. Há rumores que será trocado pelas “velhas raposas” da política, como Jaime, Dunga ou Claudio, que antes beijavam as mãos de Cido Sério e eram, inimigos políticos do prefeito atual, mas como a política é sempre essa sujeira, essa lama de sempre, nenhuma novidade nessas escolhas. O vereador Arlindo Araújo (PPS) foi o único a manter-se coerente com a mesma linha de conduta de quase 30 anos, posicionando-se de forma independente e votando contra os interesses do Executivo por não ter rabo preso, dever favores ao prefeito. Surpreendeu a atuação, os novatos Lucas Zanata (PV) e Dr. Flávio Salatino (PMDB), mantendo uma certa coerência e apresentando proposituras viáveis e interessantes. Beatriz Nogueira (Rede), Carlinhos (SD), Pichitelli (PSL), Cido Saraiva (PMDB), Márcio Saito (PSDB), Batata (PR), Jaime (PTB) e Cláudio (PMN), Dunga (DEM) ficaram abaixo das expectativas com proposituras dispensáveis, inoportunas e sem maiores resultados.

A grande decepção, o vexame e uma atuação que merece nota zero, foi daquele pelo qual o eleitor esperava muito. Aquele candidato que, trepado sobre um picadeiro ambulante, arrastou milhares de incautos, levados por um discurso fácil, quer prometia “moralizar” a câmara, prometia “tirar a lona de cima do circo”, acabou metendo os pés pelas mãos, saindo-se pior que a encomenda. Ganhou a antipatia geral de seus colegas por ter um comportamento antiético, desrespeitoso, considerar-se o “melhor” dentre todos. Enganou seus eleitores ao esconder que era contador pessoal do empresário Dilador Borges, o que o torna suspeito para votar matérias de interesse do hoje prefeito. Esse vereador pisou em suas promessas e hoje recebe o repúdio de setores que o apoiaram. Antes, na campanha xingava os vereadores de que pertenciam à uma “cambada”, era uma “caterva”, que muitos foram eleitos graças à “malas e malas de dinheiro”, sempre levantando acusações infundadas, levianas e irresponsáveis contra os vereadores que inclusive se reelegeram. Tão logo assumiu, o vereador “da cambada”, como ficou marcado, se acovardou, hoje vive aos beijos e abraços com aqueles que ontem criticava, xingava. Está quietinho, tendo engolido duras acusações como a expressão de um cidadão revoltado que disse em suas fuças de “que só prestava quando não era vereador”. Recentemente foi ameaçado pelo ver. Arlindo de que o “fará engolir qualquer coisa que citasse seu nome”. Ontem era um leão valente, hoje um ratinho acovardado!  

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O Brasil de Pablo Vittar

O Brasil de Pablo Vittar


Vivemos uma época estranha, diferente, controversa. Há uma total inversão dos valores morais, sociais, cívicos. Os preceitos da cidadania foram usurpados, subvertidos e as pessoas parecem confusas, perdidas em seus gostos, preferências. Perdeu-se o balizamento, o “Norte” de uma existência, de uma geração. Hoje, é incompreensível como as preferências, as opções das pessoas chocam-se com aquilo que costumamos chamar de costume, de prática usual. Os tempos modernos se movimentam com maior rapidez que há 50, 70 anos, surpreendendo a sociedade que, em choque se vê às voltas com modismos considerados revolucionários que buscam mudar os hábitos e costumes da sociedade. É óbvio que as reações são de perplexidade e revolta diante de situações quase que impostas que querem obrigar o mundo, a comunidade a aceitar determinados comportamentos antes considerados ofensivos, agressivos e inaceitáveis pela sociedade mais conservadora. De repente, modismos e temas surgiram no mundo e se tornaram objetos de intensas discussões, como “Escola Sem Partido”, “Transgêneros”, “sexualidade” “Racismos”, etc. O mundo parecia não estar pronto, preparado para esses temas novos e isso tem provocado muitos debates em escolas, câmaras municipais, igrejas, associações comunitárias, nos botecos e nas esquinas da vida, o que é extremamente salutar essa notável participação popular sobre temas antes restritos ao mundo acadêmico e político.

Esta semana, no “Programa do Faustão”, da TV Globo, o cantor ou cantora (nem sei como referir-me), Pablo Vittar, foi escolhido como cantor da “Melhor Música do Brasil”. Foi um alvoroço total. Gente criticando, condenando a escolha e outros aplaudindo. Confesso a minha ignorância em não conhecer absolutamente nada sobre essa triste figura. Nunca ouvi cantar nem conheço nenhuma canção. Meus ouvidos, por um bom detalhe da natureza não se presta a ouvir esse tipo de cantor ou música. Sou ultra-conservador, com um excelente gosto musical de altíssimo nível. Só ouço música clássica, a música erudita por excelência. Meus compositores preferenciais são Mozart, Beethoven, Strauss, Tchaikowsky, Chopin, Borodin, e outros. Adoro as grandes orquestras de Paul Mauriat, Andrés Costelanis, Mantovani, Miller, etc. Sou apaixonado pela Orquestra Sinfônica Jovem de Lins. Viajo à S. Paulo para assistir grandes concertos apresentados por renomadas orquestras na Sala São Paulo, no Teatro Municipal de S. Paulo, enfim, nada me liga à figuras deploráveis que hoje estão ai na mídia, aparecendo nos programas de TV que usualmente nunca assisto. Quando vejo esses grupos de “Funk”, esses tais cantores, esses “MC sei lá...” sinto repulsa, sinto até nojo e fico me questionando como milhares e milhares de pessoas gostam, “curtem” isso que considero um lixo, algo desprezível.

Vejo falar em Carol Conka, Naldo Benny, Tati Quebra Barraco ( Que nome! ) e outros do mesmo nível. Não consigo entender nada do que cantam, não sei como pessoas gostam desse tipo de música, se isso pode ser chamado de música. Para mim, é um enorme lixão, um verdadeiro aterro sanitário! Esses tais pancadões, dizem ser a expressão da periferia, dos excluídos. Pela caridade! Sobre esse Pablo Vittar, há uma corrente que o defende alegando que as críticas são homofóbicas. Hoje em dia há um movimento de “empoderamento gay” e tudo é considerado como homofobia. Não se pode dizer ou manifestar sobre nada. Um absurdo. Esse Pablo Vittar, poderia manter sua identidade masculina à exemplo de grandes cantores que eram gays e nem por isso criticados. Podemos citar Cazuza, Renato Russo, George Michel, Fred Mercury e outros que conservavam sua imagem e absolutamente ninguém estava interessado em saber com quem eles iam prá cama. Agora esse Pablo Vittar que surgiu sabe-se lá de onde, mostra uma figura caricata desprezível, horrível e tenta, com a ajuda da mídia e de redes sociais impor, obrigar a sociedade a engolir seu estereótipo de horrível mal gosto. É um péssimo exemplo para as crianças, para os adolescentes, mas hoje em dia tentam obrigar até nas escolas à se aceitar essas figuras bizarras e multifacetadas. O sujeito não canta absolutamente nada e só mostra o nível baixíssimo que o Brasil atingiu no que diz respeito à qualidades das composições. Quem afirma isso são críticos renomados.

As mesmas pessoas que escolheram ou apoiam essa figura, são as mesmas que votam nos “Tiririca’s”, da vida por aí. Lamentavelmente o brasileiro não sabe votar. Nem mesmo para escolher o melhor cantor. O brasileiro se deixa levar pior modismos, por ocasiões e por influências negativas. O brasileiro paga para assistir shows de cantores decadentes, cantores “criados” pela mídia, pela Tv, que lançam por aí, um picareta qualquer, passam batom, perfume, uma peruca horrorosa, uma roupagem agressiva e imoral e está “criado” um “grande” cantor. Empresários mal intencionados, verdadeiros pilantras “vendem” a imagem da infeliz criatura, gravam comerciais na TV, dão entrevistas “acertadas”, vão no terrível e deplorável programa da Fátima Bernardes, outro lixo global e estoura no ibope, na preferência dos idiotas, dos imbecis que idolatram uma figura perniciosa, tacanha e detestável. É esse brasileiro que no ano que vem vai votar para escolher os novos congressistas, governadores e presidente. Tem gente iludida, sonhadora que acha que tudo vai mudar. Sim, eu concordo – vai mudar prá pior! Esse país não tem jeito, não tem conserto! 
(Escrevo desde a Pousada Baobá, em Sales, próximo de Lins, do outro lado do belíssimo Rio Tietê). 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Podemos xingar os políticos?

Chamar o político de "anta" não é crime!

(Foto: MBL de Araçatuba)

Publicações da imprensa que desagradam políticos não geram necessariamente dever de indenizar, ainda mais quando ocorrem em época de rivalidade no país, como ocorreu no período de votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Assim entendeu o juiz Luciano dos Santos Mendes, da 18ª Vara Cível de Brasília, ao absolver a blogueira Joice Hasselmann por falas contra a senadora Regina Sousa (PT-PI).
Em um vídeo publicado no YouTube, Joice chamou a petista de “anta”, “gentalha”, “semianalfabeta” e “cretina”. A blogueira acompanhava sessão no Senado enquanto Regina Sousa discursava durante julgamento da então presidente. “Como uma criatura dessa se elege? Como alguém vota numa anta dessa? A mulher não consegue nem falar direito? (...) É um circo!”, declarou.
Senadora Regina Sousa (PT-PI) foi chamada de "gentalha" por blogueira, em 2016.

A senadora entrou com ação contra a dona do vídeo, cobrando indenização por dano moral, sob a alegação de que o conteúdo representa ofensa e ataque pessoal, e não crítica política.
Em primeira instância, outra juíza chegou a assinar liminar mandando o Google excluir a publicação, até que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal derrubou a ordem.

O advogado de Joice, Adib Abdouni, sustentou que as declarações não tiveram a intenção de ofender a senadora e que o direito de informar a coletividade, exercido pela profissional de imprensa, deve prevalecer. “A liberdade de expressão é garantida pelo artigo 5º da Constituição e constitui uma das bases da democracia”, justificou.

Ao analisar o mérito, o juiz não viu no vídeo “qualquer exagero, imputação desarrazoada ou conteúdo difamatório que seja capaz de causar danos à imagem/honra da autora”. “O que há, em verdade, é apenas crítica política realizada pela ré (...), oportunidade em que se utilizou dos direitos constitucionais de liberdade de expressão e de direito de informação”, afirmou.
Mendes escreveu ainda que, “na data dos fatos, julgamento de impeachment da então presidente da República, existia clara animosidade e rivalidade entre os parlamentares opositores, assim como entre jornalistas e população que de um lado defendia o impeachment e que de outro lado o rechaçasse”.
Em outubro, Joice Hasselmann também foi absolvida de queixa-crime apresentada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (do site CONJUR – 04.12.17)

Em Araçatuba, o prefeito Dilador Borges, que sempre se apresentou como um “democrata”, está irado, irritado com as críticas que vem recebendo de cidadãos através de redes sociais. Segundo se sabe, teria registrado um B.O. contra algumas pessoas. Não fui intimado ainda, não sei se estou entre os denunciados, mas isso, para quem me conhece, não vai intimidar, amedrontar, vamos continuar vigilantes, vamos cobrar resultados e mostrar que essa dupla “Dilataxa” e “Taxaflor” se elegeu em cima de mentiras, promessas descabidas inclusive o próprio prefeito, hoje, apenas um ano de mandato já reconhece sua incompetência, sua incapacidade e diz que “não vai conseguir cumprir todas as promessas de campanha”. Outro cretino, canalha que não aceita ser criticado, cobrado, é o vereador Almir Fernandes, tucano, que escondeu deliberadamente durante a campanha que era contador pessoal do prefeito. Esse sujeito de caráter duvidoso, há anos usava as páginas de jornais de Araçatuba e recentemente as redes sociais para criticar, atacar os políticos. Durante a campanha de 2016, xingava os vereadores chamando-os de “cambada” e que havia até uma mala de direito “rodando” por aí, fazendo alusão à corrupção e compra de votos. Esse sujeito falso, covarde, enganou a população com um discurso moralista, que ia “vir prá câmara e tirar a lona de cima”. De fato, ele, ao eleger-se vereador, se tornou mais um da “turma da cambada”, traiu seus eleitores. Gosta de posar de certinho, honestíssimo, virtuosíssimo, uma santidade de pessoa, mas no fundo é falso, inconfiável e está sendo cobrado por seus próprios eleitores pelas mudanças de comportamento de antes de depois de eleito.

Esse Almir, foi hostilizado antes da posse pelo vereador Arlindo Araújo, que se recusou a cumprimenta-lo por conta das acusações que este fazia contra todos os vereadores. Recentemente Arlindo ameaçou este sujeito de fazer ele engolir papéis onde este tiver citado seu nome, pois esta figura insuportável, detestável adora se esconder atrás de um computador para atacar seus próprios companheiros de legislativo. Durante uma audiência pública, esse sujeito teve que engolir um cidadão jogar em suas fuças que ele “só prestava quando não era vereador”. De nossa parte não temos medo de processos, de cara feia, de ameaças veladas da ação nebulosa de “jagunços”, de sicários e vamos continuar na trincheira democrática, denunciando esses políticos canalhas, mentirosos, falsos que se elegem e usam o dinheiro público e mentem, enganam o povo. Vamos continuar cobrando posições claras e transparentes dos representantes públicos e nada nos desviará desse caminho.