quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

O fim de Lula e do PT

O fim de Lula e do PT

A decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª. Região, sobre o processo contra o ex-presidente Luiz Ignácio Lula da Silva, não deixa dúvidas sobre seu futuro e do seu partido, o PT. Foi a última martelada sobre o prego que selou o caixão enterrando Lula e sua agremiação partidária. Daquele líder sindical surgido lá pelos fins dos anos 70, passando pela fundação do Partido dos Trabalhadores, resta um cadáver insepulto, ainda venerado por uma legião de militantes fanáticos, cegos, que atuam da mesma forma como esses crentes evangélicos igualmente obcecados por um elevado fanatismo, que os impede de enxergar o óbvio, a realidade – Lula acabou e o PT aguarda a extrema-unção que se dará no dia 8 de outubro, após as eleições que vão mostrar as cinzas, o resto do que sobrará desse famigerado partido que mais se assemelha à uma organização criminosa que infelicita este país desde sua fundação. Dos oito senadores petistas, poucos se reelegerão e os deputados federais cairão pela metade. A situação do PT é tão dramática que, em muitos estados nem terá candidato a governador ou senador. O desmanche é total, basta ver aqui mesmo em Araçatuba, que nos bons tempos o partido arrastava multidões pelas ruas da cidade, hoje juntando todos os militantes, cabem folgadamente num fusca.

Lula se encarregou de destruir, deslustrar sua biografia, quando, após diversas tentativas de eleger-se presidente e em não conseguindo, aliou-se ao que de pior existia na política brasileira, os velhos coronéis corruptos como Sarney, Temer, Jader, Renan, Antonio Carlos Magalhães e outros. Vendeu a alma ao diabo e, ao conseguir eleger-se teve que pagar a pesada fatura – Dividir o poder com esses aliados que representavam o mal. Lula loteou o governo, entregou as empresas estatais para serem pilhadas, assaltadas, destruídas por bandidos dos partidos políticos que agem pior que as pragas do Egito. O resultado disso acabou no “Mensalão”, a maior organização criminosa existente no Brasil, com um poder de destruição maior que o PCC e CV juntos. Lula não foi indiciado e processado já no escândalo do “Mensalão” Graças à covardia e omissão do ministro Joaquim Barbosa, então presidente do STF, que fechou os olhos e deixou Lula de fora. Faltou nessa época, a coragem, a bravura de um Daltan Dalagnol, de um Sérgio Moro e deu no que deu. Lula escapou ileso. Mesmo depois de tantas denúncias, Lula e o PT não pararam de agir. Veio o “Petrolão”. Mas agora as coisas eram diferentes.

Lula e seus filhos se enriqueceram fartamente da noite para o dia. Ele indicava e garantia a permanência de bandidos, ladrões corruptos nas diretorias da Petrobrás. O desembargador Gebran Neto, em Porto Alegre disse: “Lula era o garantidor dessa organização criminosa”. Lula sabia, tinha pleno conhecimento da roubalheira, do assalto que era perpetrado contra a Petrobrás, Correios, BNDES e outros órgãos do governo. O ex-presidente, mandava mais no governo que sua sucessora e fantoche, Dilma Rousseff. Do seu “Instituto Lula”, em São Paulo, ele dava as cartas, mantinha contatos nada republicanos com as grandes empresas que atuavam em obras de interesse do governo, como Odebrecht, Queiróz Galvão, OAS, Camargo Correa, etc. Foi dessas “conversas”, desses negócios espúrios, sujos que nasceram as trocas de favores entre esses empresários corruptos e Lula. Foi entre esses que vieram os “presentes” para a “impoluta” família Lula da Silva. O sítio em Atibaia, o apartamento tríplex no Guarujá e outras “cositas más”. Lula se corrompeu, se deixou corromper, deixou roubar, traiu os ideais republicanos, mentiu, enganou o povo.


Claro! Os petistas, os esquerdopatas, esses doentes, esses fanáticos que ainda veneram, adoram Lula como um semi-deus urgido da caatinga nordestina, se recusam a enxergar a realidade, a verdade. Essa gente parece ter sofrido uma lavagem cerebral como esses crentes evangélicos e não adianta tentar explicar, mostrar a verdade dos fatos, pois estão cegos. Essa gentalha só vai acordar desse pesadelo no dia seguinte à eleição de outubro. Acordarão com a certeza que esse mito sujo, esse mito podre travestido de líder político não pode sequer concorrer à eleição presidencial e seu maldito, falido partido se enterrou de vez. Dentro de alguns meses, Lula será apenas uma triste figura que destruiu a economia deste país, apoiou, acobertou o estabelecimento e o funcionamento de quadrilhas organizadas, patrocinadas por seu partido o PT e seus famigerados aliados do PMDB, PTB, PDT e seus sicários com o fito de assaltar os cofres do povo. Lula será enterrado na memória do povo e entrará para a história como o maior ladrão, o mais corrupto e mentiroso presidente que o Brasil conheceu. Será um mito de pés de barro, de triste memória a ser esquecido pelos pósteros.  

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O "honorável" membro da cambada!

O "honorável" membro da cambada!

Precisa legenda? (Foto: MBL)

A palavra “cambada”, segundo o dicionário “Aurélio”, significa entre outras coisas, “súcia” que por sua vez significa “agrupamento de pessoas de má índole, malta, corja, caterva, grupo de ladrões, etc”. No bom português, no linguajar do povão, gente que não presta, simples! Esta palavrinha tornou-se comum durante 2015 e 2016, quando o hoje vereador tucano do PSDB, Almir Fernandes Lima, adotou-a para se referir aos vereadores da legislatura passada (Saraiva, Papinha, Carlinhos, Claudio, Beatriz, Arlindo, Claudino, Batata, Jaime, Tieza, Nava, Rosaldo e Edna Flor). Ele não separava o joio do trigo, misturava todos num balaio só e fazia acusações generalizadas que atingiam a honra, a reputação dos vereadores, que para sua infelicidade, se reelegeram em sua maioria. Esse falso paladino da justiça, subia num trio elétrico e vociferava diatribes e aleivosias contra o ex-prefeito Cido Sério. Do alto de seu picadeiro particular, atirava pedras para todos os lados. Com seu megafone, acabou, tapeando o povo, enganando a cidade com suas manifestações em favor do impeachment, mas que no fundo não passava de propaganda política antecipada em favor de sua candidatura a vereança. Com esse discurso moralista, conseguiu ludibriar, tapear o povo e cerca de 1678 inocentes, incautos foram na conversinha fiada desse falso defensor da moralidade pública.
A área esbulhada pelo mais "santo" dos vereadores (Foto: Marco Serelepe). 


 Quem não se lembra no começo de dezembro de 2014, quando saiu reportagem até no “Fantástico”, sobre uma barulhenta ação da polícia que invadiu o escritório do vereador Cido Saraiva para vasculhar denúncias de um vigarista e que pelo que se sabe, não virou nada, não deu em nada. Mas, o arauto da moralidade, aproveitando-se da situação, fez o maior estardalhaço, o maior barulho, atacando o vereador sem uma acusação formal, visto que a própria polícia dizia que Saraiva não era investigado. O caso foi espetacularmente explorado, por esse pseudo-defensor da moralidade pública que, injustamente agrediu a honra e o nome do vereador Saraiva. Como um fariseu tupiniquim, apedrejou o então presidente da câmara, dizendo entre outras coisas que “Araçatuba estava desmoralizada nacionalmente” pelo fato ter sido divulgado em todo o país. E o que aconteceu? Muitos foram na conversa falsa, mentirosa, leviana e irresponsável. O caso sumiu do noticiário, a honra e o nome de Cido Saraiva foram expostos à execração pública e esse que se apresenta como o mais “santo”, o mais “puro” dos homens, tirou proveito político de uma situação e nada aconteceu.

E agora? Eleito junto com Dilador, esse vereador Almir, teve que beber do próprio veneno, ao ter que doravante conviver com aqueles vereadores que antes ele xingava, ofendia, atacava a honra pessoal de todos. Em setembro de 2016 ele escrevia em sua página no Facebook, que “a cambada estava aprontando. A apelação chegou ao extremo, além das notícias de dinheiro correndo solto...”. Sem provas, sem documentos, esse irresponsável levantava dúvidas e fazia acusações sobre a compra de votos feitas pelos vereadores da tal “cambada”. Agora, depois de eleito, esse “leão feroz”, virou um gatinho sem dentes”, inofensivo. Se tornou membro “honorável da cambada”, ocupando cargo importante e tem lugar de destaque no picadeiro da Praça 9 de Julho. Ele dizia na campanha que “ia tirar a lona de cima do circo”. De fato, tirou. Levantou a lona e entrou debaixo. Se acovardou, se tornou um fraco, um mole. Teve que engolir xingamentos e agressões verbais no plenário da câmara, caladinho, murcho. O famoso Téo, disse – “Você só prestava quando não era vereador”. E esse “valente e destemido” paladino da honra, da moral e dos bons costumes ficou quietinho, com o rabo entre as pernas. Se urinou nas calças ali no plenário, ninguém sabe.

Dias depois, o vereador Arlindo Araújo, que está no seu 7º. Mandato, uma figura cuja honra, cuja dignidade ninguém põe em dúvida, também atacado por esse valentão, foi à tribuna e descascou o abacaxi. Arlindo ameaçou esse Almir de fazer ele engolir papel se este escrevesse ou citasse seu nome em qualquer coisa. E o valentão, acuado, acovardado, ficou caladinho. Engoliu tudo em seco. Agora, novamente, há semanas o vereador Saraiva vem sendo alvo de acusações de erros cometidos quando este era presidente. O fato foi divulgado na TV, nos jornais e cadê o valentão, o moralista? Não disse nada, não escreveu nada! Por que será?!  Nas ruas de Araçatuba, sobram eleitores que votaram nessa triste figura e hoje se lamentam e se sentem traídos. Até o MBL que o apoiou ostensivamente, agora virou-lhe as costas. Na câmara, nenhum vereador o tolera nem o suporta. Engolem esse falso, por causa do decoro parlamentar. É desprezado por todos. De estilingue virou vidraça.

Agora, não mais que de repente, a cidade é surpreendida pela notícia de que esse “zeloso”, esse “probo”, esse “santo” defensor da moralidade, da probidade pública, invadiu, ocupou, esbulhou uma área que pertence ao Município. Cercou, plantou árvores frutíferas e até cria galinhas, segundo se sabe, no valioso Jardim Nova Iorque, agindo descaradamente, desonestamente como se o terreno fosse de sua propriedade, sem sequer ter solicitado uma autorização da prefeitura para essa ocupação indevida. Muito “preocupado” com os assuntos públicos, o dito cujo, está nesse momento curtindo “merecidas” férias no Guarujá, afinal, ninguém é de ferro! A prefeitura já mandou notificação determinando a derrubada da cerca. Vai ser uma humilhação sem tamanho, mas esse “respeitável homem público” merece este tratamento. A sociedade aguarda seu retorno para que ele possa se explicar, coisa que ele, levianamente nunca deu esta chance para que o vereador Cido Saraiva igualmente pudesse se explicar. Desceu o cacete no vereador, o humilhou, o execrou publicamente. Mas, como diz o velho deitado – “Entre um dia e outro, sempre há uma noite no meio”. Esse vereador, que enganou, se elegeu em cima de uma farsa, está colhendo aquilo que plantou. E é só o começo!





quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Um governo desorientado, sem rumo!

Dilaflor: Um governo desorientado, sem rumo!

O prefeito de Araçatuba, Dilador Borges, parece perdido, desorientado e mal assessorado.

O início de 2018 não está sendo nada fácil para os governantes de Araçatuba, da mesma forma que foi o término do ano que passou, num emaranhado de confusões por causa da discussão sobre o reajuste do IPTU. Dilador Borges, que antes apresentava-se como um perfeito administrador, um gestor eficiente, está mais parecendo a Dilma quando Lula vendeu ao povo a ideia de ser uma super “gerentona”. Na verdade, o prefeito mostrou-se inábil, desorganizado, mal assessorado ao nem sequer ter um patamar confiável para lançar ao debate. Inicialmente falava-se em torno de 45%, desceu para 40% em seguida veio à 20% e terminou nos minguados 9,29% o reajuste do IPTU para este ano fiscal. O secretário da Fazenda de Dilador, Josué Lima, mostra-se perdido, desorientado, sem saber o rumo a tomar e induz o prefeito ao erro. Prova disso foi agora esta semana quando ele anunciou que os carnês do IPTU já estavam prontos, impressos e iria cobrar a malfadada Taxa dos Bombeiros, lançada no mesmo carnê. Pura encenação. Josué chegou a ir no programa do Marcos Serelepe e afirmou estar os carnês prontos. Depois da grita geral e de uma reunião convocada pelo presidente da Câmara Rivael Papinha, atendendo pedido do vereador Cláudio Henrique, o assunto foi discutido na câmara e por fim, desistiu-se da cobrança.

Mas, se o secretário Josué já sabia desde o ano passado que o Supremo Tribunal Federal (STF) havia baixado decisão reconhecendo como ilegal a cobrança dessa taxa, por quê o secretário insistiu em cobrar, induziu o prefeito ao erro e criou toda uma celeuma desnecessária? Burrice? Estupidez? Má fé? O que teria levado o secretário a agir com tamanha irresponsabilidade? O vereador Dr. Alceu, Líder do prefeito, havia dito na câmara ainda em novembro passado, que a cobrança ainda estava em vigor pelo fato do STF ainda não ter publicado o acórdão correspondente. Óra! Santa inocência de um vereador que é advogado e conhece a lei. Mais dia menos dia, o acórdão seria publicado! O prefeito foi exposto à um desgaste desnecessário e a administração cambaleante, dá mostras de estar perdida, sem rumo. A situação do transporte público de Araçatuba também começou o ano trazendo enorme dor-de-cabeça ao prefeito. A administração Dilaflor, tão propalada, tão decantada na campanha eleitoral, começa fazer água! A vice-prefeita, até o ano retrasado, vereadora, andava prá baixo e prá cima com um dossiê de quase mil páginas, onde ela garantia ter todas as soluções para a questão do transporte público.  Prometeram demais, prometeram aquilo que não cumpririam e agora estão aí, reféns da TUA, nesses contratos emergenciais que duram a eternidade.

Outra situação crítica, enrolada é a do Secretário de Assuntos Jurídicos, Fabio Leite, tornado réu numa Ação de Improbidade quando trabalhava no executivo de Valparaíso. Soma-se a isto, o desastre que foi dias atrás quando o mesmo, de forma destemperada, desorientado, agressivo, agrediu um desafeto dentro de um supermercado lotado, quando a pancadaria continuou no lado de fora, tapas e porradas foram trocados como dois inocentes colegiais disputando o amor juvenil de uma garota. O prefeito se fechou, não tomou nenhuma atitude, passou a mão na cabeça desse secretário. Agora, nova e grave acusação pesa contra ele, pois é objeto de Representação feita junto ao Ministério Público por parte do Dr. Lindemberg Melo Gonçalves que o acusa de ter violado normas estatutárias da OAB e a legislação vigente, uma vez que mesmo após ser nomeado em fevereiro pelo prefeito Dilador, continuou patrocinando processos seus, o que é flagrantemente ilegal. Agora vamos ver quais medidas que o prefeito vai tomar.  A nosso ver, só cabe uma – a exoneração!  



quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Alckmin está se "achando"

Geraldo Alckmin está se "achando"


Alckmin, do PSDB pensa que engana o povo com seu partido hoje enlameado pela corrupção da mesma forma que o PT e o PMDB. 

Com míseros 5% segundo as últimas pesquisas eleitorais, o governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, “esbanja” otimismo, torcendo desde já pela condenação de Lula e sua consequente exclusão do pleito, e afirmando que Bolsonaro irá “desidratar” durante a campanha, o governador dá como certa sua eleição para presidente da República, se “achando” o único nome capaz de unificar o centro e a esquerda. A última vez que Alckmin enfrentou Lula, foi em 2006 quando sofreu esmagadora derrota, perdendo de 58 milhões para 37 milhões de votos. Alckmin perdeu em 16 estados, ganhando apenas em 10 e no DF. Mas, se analisarmos os dados e as informações colhidas ao longo dos anos, veremos que as coisas não são bem assim. Alckmin é detestado pela maioria dos servidores públicos estaduais, especialmente professores e policiais militares e civis, classes estas massacradas por todos os governadores tucanos desde 1994, quando Mário Covas se elegeu. De lá para cá são 24 anos ininterruptos de administrações tucanas, que tratam os servidores públicos com descaso. A última vez que Alckmin concedeu um aumento aos militares foi em 2014 e aos professores, a migalha de 5% em 2016. O governo de Alckmin e seus antecessores tucanos foram marcados direta ou indiretamente por inúmeros escândalos e envolvimentos em denúncias de corrupção e desvios de dinheiro público. Inexplicavelmente, os processos contra os tucano não andam na mesma celeridade dos petistas.

Geraldo Alckmin é citado ou tem seu nome envolvido ou de assessores diretos em vários escândalos e falcatruas. Elencamos abaixo as várias situações do envolvimento do PSDB e do próprio governador Alckmin. Veja:
Desde o propinoduto e o caso Alstom até a 'máfia da merenda', reportagem lista 16 escândalos que os tucanos habilmente abafaram na imprensa e na Câmara.
Mais um escândalo envolvendo governos tucanos veio à tona. Desta vez, a acusação é o superfaturamento em contratos para o fornecimento de merenda escolar à Secretaria de Educação e mais 22 prefeituras do estado de São Paulo. Em delação, na “Operação Alba Branca”, dirigentes da Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (COAF) citaram o deputado Fernando Capez (PSDB-SP), presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), e o ex-chefe de gabinete da Casa Civil do Governo Alckmin, Luiz Roberto dos Santos, o Moita, como participantes do esquema. Ambos negam.
Segundo denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o superfaturamento chegava a 25% no valor de cada contrato firmado entre a cooperativa e o setor público. O dinheiro era escoado do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O MPE aponta, ainda, o pagamento de propina pela Coaf para burlar a disputa com outras cooperativas no fornecimento da merenda. A fragilidade na fiscalização do Governo Alckmin já havia sido denunciada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Em artigo publicado no Diário do Centro do Mundo e republicado aqui, na Carta Maior, Mauro Donato detalha o esquema.
Denúncias relativas à “Máfia da Merenda” não são de hoje. Em 2000, as empresas de Sérgio de Nadai, De Nadai Alimentação e Convida Alimentação, foram tema de investigação por contratos sem licitação durante o Governo Covas. Em 2009, a Convida Alimentação estava na lista das empresas do cartel para o fornecimento de alimentos. Aliás, a denúncia citava até mesmo a participação do cunhado de Alckmin, Paulo César Ribeiro, no direcionamento de contratos de uma das empresas envolvidas no cartel, a Verdurama.
 Em 2012, o MPE denunciou o cartel da merenda à Justiça, apontando fraudes em licitação em 57 municípios paulistas, entre 2001 e 2011. Apesar de todas as denúncias, como destaca a reportagem da Carta Capital, de 14.01.2016, nos últimos anos (2001 a 2015) foram fechados vários contratos entre a empresa de Sérgio de Nadai e as secretarias do Governo Alckmin - Educação, Planejamento e Saúde – totalizando R$ 75 milhões em vendas.

Com apoio da mídia e folgada maioria entre os parlamentares na Alesp, os tucanos têm trânsito livre para comandar e derrubar investigações e CPIs na Casa legislativa. Uma verdadeira “operação abafa” como comprova o destino dos principais escândalos envolvendo os governos de Mário Covas (1995 a 2001), Geraldo Alckmin (2001-2006 / 2011 até hoje) e José Serra (2007 a 2011). Confiram alguns:
 1 - Crise no abastecimento de água. Ocultamento de informações e da real situação da crise de abastecimento de água em São Paulo, durante a disputa eleitoral de 2014. Os gastos com publicidade saltaram, enquanto se mantinha o discurso da ausência de racionamento, à revelia do que atestava a população nas periferias. Ficou patente a má gestão e a omissão dos governos Alckmin e Serra diante dos alertas sobre riscos no Sistema Cantareira, como, por exemplo, o alerta da Fundação de Apoio à USP, em 2009 (FSP, 13.03.2014). Em meio à crise, também foi denunciado, pelo MPE, o favorecimento de 13 empresas de engenharia em contratos realizados pela Sabesp, entre 2008 a 2013, no escopo do programa de redução de perdas de água no estado (OESP, 21.05.2014).
Com ativos privatizados na Bovespa e na Bolsa de Nova York, em março de 2015, Alckmin anunciou o pagamento de uma dívida de R$ 1 bilhão para cobrir os rombos financeiros da "estatal". A crise escancarou a quem realmente serve a “estatal” tucana. Criada na Câmara Municipal de São Paulo, a CPI da Sabesp defendeu a necessidade de criação de uma autoridade fiscalizadora municipal para monitorar a política de saneamento básico. Autoridades tucanas permanecem intocáveis. Alckmin, inclusive, foi agraciado com o “Prêmio Lucio Costa de Mobilidade, Saneamento e Habitação”. O documentário “O escândalo da Sabesp” produzido pelo Diário do Centro do Mundo detalha as irregularidades na “estatal” tucana.
 2 - Socorro à Folha, Estadão e Veja. Gastos de mais de R$ 3,8 milhões na compra de 15.600 assinaturas da Folha, Estadão e Veja, utilizando-se verbas do orçamento da Secretaria de Educação. As assinaturas foram destinadas às escolas da rede estadual de ensino em um projeto chamado “sala de leitura”, como mostra a reportagem publicada por Altamiro Borges do Centro de Mídia Barão de Itararé.
 3 - Propinoduto tucano. O esquema envolvendo multinacionais da área de transporte sobre trilhos em sucessivos governos tucanos – desde 1998 - veio à tona em meados de 2012. Documentos encaminhados pela Justiça Suíça ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) apontavam fraudes em licitações de trens e metrôs, pagamento de propina, superfaturamento de obras e subcontratação de empresas derrotadas em concorrências. O escândalo só foi descoberto porque a Siemens estava sendo investigada pela Justiça suíça. Reportagem da Isto É (16.08.2013) apontava que na delação da multinacional, foram citados nomes de várias autoridades tucanas, como os secretários de Transporte Metropolitano, José Luiz Portella (Governo Serra) e Jurandir Fernandes (Governo Alckmin). Entre 2008 e 2013, segundo reportagem da Rede Brasil Atual, mais de 15 representações haviam sido encaminhadas aos ministérios públicos Estadual e Federal pela oposição paulista. Entre os indiciados até agora estão os executivos das empresas envolvidas.
4- Pedágios abusivos e concessões de Rodovias. Irregularidades e distorções nos contratos de concessão das rodovias de São Paulo, gerando preços exorbitantes na cobrança dos pedágios – o estado cobre a mais alta taxa no país. Em maio de 2014, durante a CPI dos Pedágios na Alesp, além dos preços elevados, a oposição colocou em suspeita contrações de consultorias pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), que representavam 2/3 da receita da agência. Também foi questionada a prorrogação de contratos firmados em 1998 - assinada em aditivos no final de 2006 - permitindo às concessionárias o direito de estenderem concessões, com base em novos tributos que passaram a incidir após a assinatura dos contratos. Presidida pelo tucano Bruno Covas (PSDB-SP) - e com maioria da base aliada - a CPI foi esvaziada e concluiu não haver nenhuma irregularidade nos contratos.
 5 - Nova Marginal Tietê.  Em 2012, no escopo das investigações sobre o bicheiro Carlinhos Cachoeira, o ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, mais conhecido como Paulo Preto, tornou-se suspeito por contratos firmados entre a Dersa e a Delta Construções. Quando da denúncia, Alckmin afirmou sobre os contratos à Folha: “Nem sei se tem, se tem são ínfimos”. Porém, levantamento do blogTransparência SP apontava que, de 2002 a 2011, a Delta Construções havia fechado pelo menos 27 contratos com empresas e órgãos públicos do governo do Estado de São Paulo.

Entre os contratos suspeitos: a ampliação da Nova Marginal Tietê. Com valor previsto em R$ 1 bilhão, em 2008; a obra superou o valor de 1,75 bilhão, sem estar concluída. A Delta venceu a concorrência do segundo lote da Nova Marginal Tietê, recebendo aditivos de R$ 71 milhões que despertaram denúncias no MPE. Entre os suspeitos, estava seu ex-diretor-executivo Fernando Cavendish, suspeito de ter fraudado a concorrência. Parlamentares da oposição ao governo paulista também protocolaram um requerimento no Ministério Público para investigar o aumento dos valores na obra da empreiteira, denunciando outros consórcios entre órgãos públicos do estado e a Delta: um total de R$ 800 milhões – R$ 664 milhões celebrados na gestão Serra e R$ 140 milhões na gestão Alckmin.
 6 - Rodoanel 1. Em 2010, durante as investigações da Construtora Camargo Corrêa, no escopo da Operação Castelo de Areia, a PF encontrou um pen drive e documentos que indicavam o pagamento de propina pela empreiteira a autoridades tucanas. Reportagem da revista Época (14.05.2010) apontava que entre os nomes citados pela PF estavam Arnaldo Madeira, ex-chefe da Casa Civil (Governo Alckmin), responsável pela checagem das obras do Rodoanel e do Metrô; Luiz Carlos Frayze David, presidente do Metrô entre 2003 e 2007; e o ex-diretor da Dersa, Paulo Preto. Coordenador do programa de governo de Aécio Neves na última eleição, Madeira negou ter recebido dinheiro ou doações de campanha da empreiteira. Luiz Carlos saiu do governo 40 dias após o acidente nas obras da Estação Pinheiros. Já o ex-diretor da Dersa, Paulo Preto – acusado naquele ano de ter desaparecido com cerca de R$ 4 milhões da campanha de Serra - foi demitido oito dias após a inauguração do trecho sul do Rodoanel. No dia 5 de abril de 2011 a operação Castelo de Areia foi anulada pela 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça.
 7 - Rodoanel 2. Em novembro de 2009, três vigas de um viaduto em obras no trecho sul do Rodoanel caíram sobre a Rodovia Régis Bittencourt, na cidade de Embu. Técnicos do TCU haviam soltado um laudo, em abril daquele ano, denunciando superfaturamento na construção do trecho sul do Rodoanel, incluindo compras com valores, em média 30% acima do orçamento. O laudo apontava, também, alteração de métodos construtivos pelas empresas para reduzir custos: por exemplo, a diminuição do número de vigas utilizadas. A oposição tentou emplacar uma investigação, denunciando a “pressa” do então governador José Serra em inaugurar o Rodoanel em março de 2010, ano eleitoral. Dois anos depois, o TCU aceitou as explicações dadas pelo Governo do Estado e pela Dersa, comandada à época, por Paulo Preto.
8 - Caso Alstom. Em 2008, documentos da Justiça suíça, enviados ao Ministério da Justiça do Brasil, evidenciavam o pagamento sistemático de propinas pela empresa francesa a autoridades dos governos tucanos. Entre 1998 a 2001, o dinheiro foi repassado por empresas offshore (paraísos fiscais), em troca da assinatura de contratos no setor energético paulista. Um dos engenheiros da Siemens apontava o sociólogo Claudio Mendes, assessor de Covas e secretário-adjunto de Robson Marinho (Casa Civil), como intermediário nas negociações. À frente da Secretaria de Energia, na época dos contratos, estiveram David Zylbersztajn, genro do ex-presidente FHC; o deputado Andrea Matarazzo; e Mauro Arce, ex-secretário estadual dos Transportes. José Serra se esmerou para bloquear a CPI,impedindo que as ligações entre Alstom e Governo fossem investigadas ou mesmo discutidas.
 A multinacional francesa fechou um acordo na Justiça, aceitando pagar R$ 60 milhões para se livrar do processo. Robson Marinho, um dos fundadores do PSDB e chefe da Casa Civil de Covas, permanece como o réu na ação do Ministério Público, como destaca a Folha de S. Paulo (22.12.2015).
 9 - CPI da Eletropaulo. Privatizada em 1998, a Eletropaulo foi vendida para o consórcio Lightgás, liderado pela AES Corporation, por R$ 2 bilhões - parte do valor financiado pelo BNDES. À frente da negociação, estava o governador Geraldo Alckmin, na época presidente do Programa Estadual de Desestatização (PED) do Governo Covas. Após a demissão de metade dos funcionários da estatal e das suspeitas sobre o baixo valor da venda, parlamentares da oposição tentaram instalar uma CPI. Apenas em 2008, após o escândalo Alstom vir à tona, ela pode ser instalada. Além do baixo preço da venda, os deputados denunciavam (veja aqui) ilegalidades formais e improbidade administrativa praticada pelo BNDES na concessão do empréstimo. Os parlamentares também pediam que se incluísse a Alstom no bojo das investigações. A CPI foi encerrada naquele, sem mencionar a multinacional francesa em seu relatório. Em 2013, nova tentativa de investigação foi enterrada pelos deputados da situação na Alesp.
 10 - Cartões de Pagamento. Em 2008, no auge das denúncias sobre cartões corporativos do Governo Federal, a Folha de S. Paulo trouxe uma matéria apontando que o Governo Serra havia gastado R$ 108,3 milhões em cartões de pagamento de despesas. A denúncia motivou o primeiro pedido de CPI da bancada petista naquele ano, enterrada pela situação na Alesp. Três anos depois, outra reportagem do jornal, afirmava que em dez anos, o Governo paulista gastara R$ 609 milhões em cartões de pagamento. “O valor é 70% maior que o registrado pelo governo federal no período”, afirmava o texto.
 11 - Cratera do Metro. Em novembro de 2004, começaram as obras da Linha 4 – Amarela do Metrô, com previsão de inauguração em 2008. Em janeiro de 2007, porém, ocorreu um desmoronamento vitimando sete pessoas e abalando a estrutura de vários imóveis na região. Dados do Sindicato dos Metroviários, à época, apontavam a existência de 11 acidentes desde o início das obras na Linha 4, um deles com vítima fatal. Em junho de 2008, laudo do Instituto de Pesquisa Tecnológicas (IPT)denunciava a execução inadequada do projeto, culpando o Consórcio Via Amarela pelo acidente. Em agosto de 2008, o laudo final do Instituto de Criminalística (IC) apontava falhas na fiscalização do Metrô. O processo foi lentamente arrastado pela Justiça paulista. Reportagem da Rede Brasil Atual, em 2014, denunciava a impunidade e o fato de ninguém ter sido julgado pelas mortes.
 12 - Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). A Operação Pomar, deflagrada em 2007, apontava um esquema de superfaturamento e fraudes em licitações para construção de casas em 23 municípios paulistas. A partir do exame do livro-caixa da empreiteira FT Construções, entre os suspeitos estavam prefeitos, vereadores, empresários, diretores da CDHU e o ex-secretário de Habitação de Alckmin, Mauro Bragato, absolvido pelo Conselho de Ética da Alesp.
 Em novembro de 2007, o Legislativo paulista chegou, inclusive, a mudar pareceres do TCE que indicava irregularidades em quatro obras das gestões Alckmin e Covas. O novo parecer do TCE foi elaborado por Bruno Covas (PSDB), neto do ex-governador que afirmara ser obrigação do Legislativo analisar os casos julgador irregulares pelo TCE, referendando ou reformando a decisão. Houve uma CPI da CDHU, mas sob a presidência do deputado José Augusto (PSDB) e sem dar o prazo necessário às investigações, como demandavam os parlamentares da oposição, ela foi encerrada em 2009.
 13 - CPI das obras do Tietê. Em 2005, o rebaixamento da calha do Tietê foi tema de várias reportagens questionando os gastos acima de R$ 1 bilhão, a partir de aditivos e acréscimos aos valores iniciais do empreendimento. O acerto prévio pelo financiamento do JBIC (banco japonês), garantia que não seriam toleradas elevações de preços superiores ao limite legal de 25%. O Governo Alckmin, porém, fez alterações no contrato da obra, contratou consultorias, aumentando os valores iniciais em 148%, como denunciava  reportagem da FSP.  A oposição tentou instaurar uma CPI, mas jamais conseguiram.
 Além das suspeitas de irregularidades, como detalha Henrique Costa, no artigo As tragédias anunciadas do Rio Tietê, neste site (15.05.2011), após a entrega da obra de ampliação da calha do Tietê, técnicos alertaram que a eficiência da obra (que custou quase R$ 2 bilhões) dependia, fundamentalmente, da limpeza da calha do rio. O sucessor de Alckmin no Estado, José Serra não deu atenção ao alerta: retirou do rio apenas 200 mil m3 de resíduos, quando a média anual necessária deveria ficar entre 400 e 600 mil m2.
14 - Nossa Caixa. Esquema de favorecimento da Nossa Caixa – banco estadual na época e terceiro maior banco público do país – para distribuição de verbas públicas para deputados ligados à base aliada do Governo Alckmin. A denúncia dizia respeito a irregularidades nas verbas publicitárias do banco, que operou por um ano e meio com contratos vencidos (R$ 28 milhões no total) com duas agências de publicidade: Colucci & Associados Propaganda Ltda. e Full Jazz Comunicação e Propaganda Ltda. O gerente de marketing Jaime de Castro Júnior foi afastado e uma sindicância interna encaminhada ao Tribunal de Contas Estadual. Em posse dos documentos, a Folha de S. Paulo publicou uma reportagem – Banco estatal beneficiou aliados de Alckmin (23.03.2006) – afirmando que o Palácio dos Bandeirantes “interferiu para beneficiar com anúncios e patrocínios” deputados da base aliada na Assembleia Legislativa. Com a quebra do sigilo da correspondência de Castro Júnior, foi revelado que os pedidos de benefício haviam partido de Roger Ferreira, então assessor-chefe de comunicação de Geraldo Alckmin, e também assessor da presidência da Nossa Caixa. Ele atuou nas equipes de marketing das campanhas presidenciais de Fernando Henrique Cardoso e José Serra. Geraldo Alckmin exonerou Roger Ferreira após as denúncias. Duas tentativas de se convocar uma CPI sobre o assunto foram abafadas.
 15 - Aeroporto Fantasma. Em 2005, o governo Alckmin investiu pesado em obras no aeroporto Antônio Nogueira Junior, em Itanhaém, com 85 mil habitantes à época. Batizado de “aeroporto fantasma", o movimento médio de passageiros naquele ano não ultrapassou 5 pessoas por dia. O total gasto pelo governador na obra chegou a R$5,5 milhões, com direito a uma pista capaz de receber até mesmo um Boeing 737, como denunciava a Folha de São Paulo. Tentativa de investigações foram abafadas pelos tucanos.
 16 - Compra de votos. Em julho de 2005, reportagem da Folha de S. Paulo trazia à tona uma conversa telefônica entre os deputados estaduais Romeu Tuma Jr. (PMDB-SP) e Paschoal Thomeu (PTB-SP), às vésperas da eleição do novo presidente da Alesp. Entre os candidatos estava Rodrigo Garcia (PFL), apoiado por Tuma Jr. e Edson Aparecido (PSDB), apoiado por Alckmin. Na gravação, Thomeu afirmava que votaria em Edson Aparecido, alegando que suas "seis firmas" estavam em situação muito difícil e mencionava a venda de terras para a CDHU. Dizia ainda que o governador em pessoa havia lhe prometido ajuda. Confrontado com a gravação, o deputado afirmou que a conversa foi uma desculpa que inventou para não magoar Tuma, como apontava a reportagem do jornal.

(sobre um texto de Tatiana Carlotti, do site www.jornalggn.com.br).